sexta-feira, 18 de maio de 2018

Jovens da Fundação debatem o racismo


Atividade integrou a semana de reflexão sobre o 13 de maio

No último dia 08 de maio, a Fundação Julita recebeu a palestra “História do racismo e seus desdobramentos” com o educador Douglas Araújo, Mestre em Estudos da África.


Logo de início o educador explicou um ponto central: de que a humanidade começou no continente africano. Portanto, foram as migrações para outros continentes e a mudança de meio ambiente que ocasionaram as modificações dos traços físicos dos seres humanos. 

A partir desse entendimento ficou mais fácil entender que não existe raça humana superior à outra, como a própria ciência já comprovou.

Além disso, durante o bate papo temas tabus como o etnocentrismo - que é quando uma cultura é considerada a certa e as demais, a errada - foram abordados, para que os jovens pudessem ir interpretando o porquê que aconteceu a escravidão dos negros pelos europeus.

Eu acho fundamental debater o assunto, porque estamos tratando de temas tabus, que são cotidianos, mas ainda são tabus. E é de extrema importância trazer a percepção de que é um tema que pode ser destrinchado. A compreensão desse processo é acessível a todos, já os jovens podem e precisam também entender disso tudo”, avalia Douglas Araújo.

Para ajudar a ilustrar todo o processo, ainda houve a exibição de um trecho do filme “Amistad”, que mostra como era cruel o sistema de escravidão, onde os negros eram arrancados de suas terras e transportados em navios em condições degradantes, sendo que muitos já morriam durante os vários dias de viagem.

O Brasil e a sua falsa abolição

Na palestra, que foi uma verdadeira aula da história real do Brasil, os jovens conseguiram entender o contexto da sociedade brasileira, onde o racismo ainda é uma ferida aberta.

O Brasil foi o último país do mundo a assinar a Lei Áurea, em 13 de maio de 1988, que extinguiu a escravidão no país. 

Com isso, os negros foram libertados sem nenhum respaldo ou indenização por todos os anos de trabalho escravo e, mesmo após 130 anos da Lei Áurea, os negros ainda seguem à margem da sociedade.

Prova disso é o fosso social que separa os negros dos brancos, como demostra o Atlas da Violência 2017, lançado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, que mostra que os negros possuem chances 23,5% maiores de serem assassinados em relação aos brasileiros brancos.

Além disso, outro índice que ajuda a escancarar a desigualdade é que, apesar de um crescimento em qualificação, a população negra com o mesmo nível de estudo ainda recebe menos que a população branca, conforme pesquisa “Características do Emprego Formal”, da Relação Anual de Informações Sociais (Rais).
Esse são alguns exemplos do racismo estrutural que impera no Brasil, ainda têm os diversos casos de racismo em lojas e estabelecimentos diversos que ganham notoriedade nas redes sociais, e muitos outros casos que nem sequer chegam a ganhar destaque, mas que acontecem no dia a dia.

Por isso, diante dessa realidade se faz necessário debater e refletir a questão do racismo, ainda mais estando dentro de uma comunidade como o Jardim São Luís, que já foi chamado de “Triângulo da Morte” ao lado do Jardim Ângela e do Capão Redondo devido ao alto índice de homicídios, onde a maioria dos moradores são afro-brasileiros.


Fundação Julita reflete o dia 13 de maio

O que significa o 13 de maio para você? Dentro desse questionamento e entendendo a importância de debater a data, a Fundação Julita realizou uma série de atividades educativas e culturais. O debate “História do racismo e seus desdobramentos” inaugurou a semana.







terça-feira, 15 de maio de 2018

Fundação Julita abre vagas para educadores (as) ambientais


Descrição das Vagas:
Profissionais comporão equipe que passará por formações contínuas. Irão planejar, ministrar, avaliar e registrar oficinas, vivências e formações em Educação Ambiental com ênfase em Permacultura. O trabalho acontecerá com diversas faixas etárias, incluindo educadores de outras áreas.

Pré-requisitos:
- Formação em Biologia
- Possuir conhecimento em Permacultura;
- Ter disponibilidade para participar do processo seletivo;
- Ter disponibilidade para cumprir a carga horária definida pelas vagas;
- Desejável morar nas proximidades do Jardim São Luís.

Horários:
Existem duas diferentes possibilidades de horários, ao final do processo seletivo os (as) profissionais se enquadrarão em uma delas:
- Terças, Quartas, Quintas, Sextas, Sábados, das 8h às 17h;
- Domingos, Segundas, Terças, Quartas, Quintas e Sextas, das 8h às 17h.

Regime de Contratação, Remuneração e Benefícios:
Regime CLT, contrato pré-determinado de 2 anos, vale transporte, refeições no local (com exceção aos finais de semana) e Assistência Médica e Odontológica.
Salário: R$ 2.081,86

Etapas do Processo Seletivo:
1ª Análise de currículo;
2º Dinâmica em grupo e questionário;
3º Entrevistas individuais.

Sobre a Fundação Julita:
Organização social com mais de 65 anos de idade, localizada no Jardim São Luís, zona sul de São Paulo. Desenvolve ações socioeducativas com as mais variadas faixas etárias. Saiba mais em www.fundacaojulita.org.br ou pelo facebook da Fundação Julita.

Como Participar?
Interessados (as) deverão enviar currículo para o email: ambiental@fundacaojulita.org.br até o dia 20/05/2018.